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quarta-feira, 15 de junho de 2011
O OPERARIADO
No início do século XX, a economia brasileira vivia uma situação de caráter transitório. Por um lado, o meio rural ainda representava uma parcela significativa dos contingentes populacionais e da movimentação da economia nacional. Por outro, os centros urbanos cresciam promovendo a criação de fábricas onde uma classe de trabalhadores ganhava espaço paulatino. Mediante essa situação de mudança, acreditamos que o professor possa realizar um trabalho interessante debatendo a situação do operariado nessa época em questão.recomendamos que o professor exponha à turma uma seleção de dois documentos em que populações fabris são descritas de forma minuciosa. Expondo a descrição em tela grande ou distribuindo o texto em cópias, faça uma leitura desses dois relatos abaixo:Fábrica 1: A duração do trabalho diário é de 11 horas úteis. O trabalho é interrompido pelo almoço, que dura uma hora e meia, e pelo café, para o qual os operários têm direito a um quarto de hora. Trabalham nesta fábrica 500 operários, na maioria italianos e espanhóis. (...) Impressão desagradável causa ao visitante o excessivo número de menores em trabalho (...).Fábrica 2: Os contramestres são todos adultos, de nacionalidade italiana e em número de 20. Entre os 374 operários recenseados, a nacionalidade predominante é italiana, vindo em seguida a espanhola e depois a brasileira: dos brasileiros, 44 são menores de 12 anos. Esqueléticos, raquíticos, alguns! O tempo de trabalho varia para as seções [setores] de onze horas e meia a doze horas e meia por dia.Por meio das informações recolhidas, o aluno pode salientar a grande presença de imigrantes, principalmente italianos, na região. Através desse e de outros dados é possível notar que boa parte dos funcionários especializados dessas indústrias eram de nacionalidade estrangeira. Sob tal aspecto, vemos que a disponibilidade de trabalhadores brasileiros era limitada. Ao mesmo tempo, observamos que a imigração atingiu não só as lavouras de café, mas deixou suas marcas no ambiente urbano.Além disso, o professor pode trabalhar com as condições de trabalho dos operários daquela época.
LIBERALISMO ECONÓMICO
As teses do liberalismo Económico foram criadas no Século XIV com clara intenção de combater o mercantilismo, cujas práticas já não atendiam às novas necessidades do capitalismo. O pressuposto básico da teoria liberal é a emancipação da economia de qualquer dogma externo a ela mesma. Os economistas do final do século XVIII, eram contrários a intervenção do Estado na economia. Para eles o Estado deveria apenas dar condições para que o mercado seguisse de forma natural seu curso. Um dos principais pensadores da época foi François Quesnay, que apesar de médico na corte de Luís XV teve contacto com as ideologias económicas. Em sua teoria afirmava que a verdadeira actividade produtiva estava inserida na agricultura. Para Vincent de Gournay as actividades comerciais e industriais deveriam usufruir de liberdade para o melhor prosseguimento em seus processos produtivos, para alcançar assim uma acumulação de capitais. O criador da teoria mais aceita na economia moderna, nesse sentido, foi sem dúvida Adam Smith, economista Escocês, que desenvolveu a teoria do liberalismo, apontando como as nações iriam prosperar. Nela ele confrontou as ideias de Quesnay e Gournay, afirmando que a desejada prosperidade económica e a acumulação de riquezas não são concebidas pela actividade rural e nem comercial. Para Smith o elemento de geração de riqueza está no potencial de trabalho, trabalho livre sem ter, logicamente, o estado como regulador e interventor. Outro ponto fundamental é o fato de que todos os agentes económicos são movidos por um impulso de crescimento e desenvolvimento económico, que poderia ser entendido como uma ambição ou ganância individual, que no contexto macro traria benefícios para toda a sociedade, uma vez que a soma desses interesses particulares promoveria a evolução generalizada, um equilíbrio perfeito.
A REVOLUÇÃO DOS TRANSPORTES
A revolução industrial provocou uma revolução nos transportes. Em 1830, George Stephenson inventou a locomotiva a vapor, e consequentemente surgiram as ferrovias que evoluíram rapidamente, sendo encontradas nos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e Bélgica. Em 1850, surgiu a navegação a vapor. Com as estradas de ferro e as embarcações a vapor, o transporte das mercadorias ficou mais rápido, o custo do transporte foi reduzido, e aumentou a troca de mercadorias. Consequentemente, a revolução dos transportes contribuiu para a ascensão do processo de industrialização.
AS NOVAS FONTES DE ENERGIA E SEUS MOVIMENTOS
Por volta 1870 deram-se importantes mudanças na indústria, a nível mundial o que levou alguns historiadores pensarem na existência de uma segunda Revolução Industrial. Na segunda metade do séc. XIX deram-se avanços significativos na ciência e nas técnicas. A invenção da turbina e o dínamo permitiram a produção de electricidade, a descoberta de poços de petróleo e a invenção do motor de combustão permitiram a utilização de novas fontes de energia, como a electricidade e o petróleo (gasolina e gasóleo). A partir daí surgiram novas indústrias, tais como: - A indústria de Químicas (medicamentos, explosivos, papel, fertilizantes, …) - A indústria de materiais eléctricos, que produzia aparelhos eléctricos e electrodomésticos. Desenvolveu-se também a indústria do aço, e esta deveu-se à construção de máquinas, pontes, arranha-céus e caminhos-de-ferro
quinta-feira, 31 de março de 2011
EXPANSÂO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
A partir de 1830 foram canalizados importantes investimentos para o desenvolvimento dos transportes, um sector essencial na revolução industrial. Ao facilitarem o escoamento de produção e o abastecimento rápido e volumoso de matérias-primas, os canais de comunicação dinamizaram os mercados internos e externos.
Estes investimentos, centraram-se, primariamente, na requalificação da mais tradicional e extensa via de comunicação: aestrada, para a qual foi determinante a técnica desenvolvida pelo escocês Mac Adam, a famosa macadamização, que viria a melhor significativamente a deslocação de diligências e mala-posta. Todavia, as estradas não conseguiram assegurar o transporte maciço de mercadorias e passageiros, pelo que o grande boom foi dado com a aplicação da máquina a vapor — criada por James Watt — aos transportes marítimos e ferroviários.
Até meados do século XIX, os primeiros navios a vapor, ossteamers não foram capazes de suplantar os tradicionais veleirosclippers, porém, a partir de 1860, mercê da descoberta da hélice, da introdução da estrutura metálica, do aumento da tonelagem e da velocidade, o barco a vapor torna-se o grande instrumento do comércio marítimo e fluvial. Os vultuosos capitais necessários bem como os avultados lucros derivados do transporte de mercadorias e pessoas, levaram à criação de companhias de navegação, em particular especializadas nos trajectos entre a Europa e o Oriente. A esta melhoria de circulação marítima e fluvial juntou-se a renovação de portos e a construção de canais, nomeadamente os canais do Suez (1869) e do
Panamá (1914).
Ao mesmo tempo, verificou-se uma expansão doscaminhos-de-ferro, associando os carris usados nas minas e pedreiras à locomotiva. Os caminhos-de-ferro tornaram-se prioritários para o investimento público. Assim, o caminho-de-ferro tornou-se, desde a segunda metade do século XIX um importante motor da «revolução industrial». O alargamento das vias de ferro significou também um novo e maior mercado de trabalho, ao mesmo tempo que criou novos mercados de transacções nacionais e transnacionais, ao deslocar pessoas e mercadorias com elevada frequência. Os seus elevados custos geraram mercados de capitais através de acções ou obrigações ferroviárias, que enriqueceram bancos e accionistas individuais, favorecendo a internacionalização dos capitais.
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
A Revolução Industrial consistiu em um conjunto de mudanças tecnológicas com profundo impacto no processo produtivo em nível econômico e social. Iniciada na Inglaterra em meados do século XVIII, expandiu-se pelo mundo a partir do século XX.
Ao longo do processo (que de acordo com alguns autores se registra até aos nossos dias), a era da agricultura foi superada, a máquina foi superando o trabalho humano, uma nova relação entre capital e trabalho se impôs, novas relações entre nações se estabeleceram e surgiu o fenômeno da cultura de massa, entre outros eventos.
Essa transformação foi possível devido a uma combinação de fatores, como o liberalismo econômico , a acumulação de capital e uma série de invenções, tais como o motor a vapor. O capitalismo tornou-se o sistema econômico vigente.
Nesse processo de mudanças o trabalho de estrutura familiar vai prevalecer. O espaço temporal do trabalho é o dia, condicionado pela luz solar: ao nascer do sol inicia-se a jornada de trabalho, que só vai encerrar-se com o crepúsculo. As sociedades dessa época adoravam as forças da natureza, elas acreditavam num misticismo mágico que orientava e regulamentava suas vidas – isso mesmo apesar de ser prática comum tentar caracterizar o Medievo como um período de teocentrismo exacerbado.
Se já sabemos qual era o espaço temporal do trabalho nessa sociedade medieval, resta-nos saber qual era o espaço físico do trabalho: é o espaço do lar, da residência e dos arredores da casa familiar. Vai ser nesse espaço que o trabalho vai ser executado.
Se pensarmos em alguns tipos de trabalhadores dessa época, como os agricultores, os sapateiros e os alfaiates, poderemos verificar a real utilização do espaço temporal do dia e do espaço físico do lar para o trabalho.
O agricultor, com sua família, trabalha nos arredores de sua casa, num terreno concedido pelo seu senhor, plantando batatas, por exemplo. Trata a terra, semeia, cuida do crescimento de sua lavoura e colhe as batatas. Seus familiares, sua mulher e seus filhos, ajudam-no sempre.
INTRODUÇÃO
Neste trabalho vou abordar os seguintes temas , Revolução Industrial e a Expansão da Revolução Industrial !
Com este projeto pretendo adquirir muitos conhecimentos sobre esta pequena parte da HISTÓRIA.
Com este projeto pretendo adquirir muitos conhecimentos sobre esta pequena parte da HISTÓRIA.
ÍNDICE
CAPA
INTRODUÇÃO
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
EXPANSÃO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
FONTES DE ENERGIA E NOVOS INVENTOS TÉCNICOS
A REVOLUÇÃO DOS TRANSPORTES
INTRODUÇÃO
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
EXPANSÃO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
FONTES DE ENERGIA E NOVOS INVENTOS TÉCNICOS
A REVOLUÇÃO DOS TRANSPORTES
LIBERALISMO ECONÓMICO
O OPERADIADO
CONCLUSÃO
BIBLIOGRAFIA
CAPA
EB2,3/S de Alfândega da Fé
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
DIOGO DA FONSECA COSTA nº12 8ºC
ALFÂNDEGA DA FÉ , 31 DE MARÇO DE 2001
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